
O Grupo Amalé surgiu no início da década de 70, em meio a um período conturbado da história do país. O grupo foi fundado em 1973 pela Professora Maria de Nazaré Fontinele Lima (Lelé), com o nome de Grupo de Danças Cândido Tostes, sediado no Instituto de Laticínios Cândido Tostes. Inicialmente, baseava-se apenas na expressão das danças e na coleta de informações sobre lendas e mitos regionais previamente publicados. Pode-se afirmar que o Grupo foi evoluindo junto com as transformações da sociedade brasileira, objetivando uma proposta mais consistente a respeito da Cultura Popular.
Na década de 80, onde os movimentos de bairro, movimentos político e raciais dentre outros recomeçaram a ganhar espaço na sociedade através da restauração da democracia, o Amalé também foi buscando os seus caminhos e, ainda, continua nesta busca. Em 1985, já com a denominação de Grupo Amalé, transferiu-se para o Serviço Social do Comércio (SESC).
Já, na década de 90, a questão de pesquisa in loco, junto às pessoas que no seu dia-a-dia fazem a Cultura Popular, seja pelo simples fato de plantar ou tecer, o grupo atingiu um grande objetivo em pesquisar as raízes brasileiras nos locais onde elas se originam. No ano de 1991, sob a direção de Frederico do Valle Ferreira de Castro, desvinculando-se do SESC, passa a receber o apoio da Universidade Federal de Juiz de Fora, por intermédio da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Extensão. Em 1995 efetiva o Convênio de Cooperação Mútua com a Universidade Federal de Juiz de Fora e em 1999 o Convênio de Cooperação Técnica com a Faculdade de Turismo de Santos Dumont.
Além de ser uma organização não-governamental, o Grupo Amalé vem a ser um grupo de resistência ao modelo social que é imposto aos países de periferia do mundo, especialmente a América Latina.
O Grupo Amalé objetiva a realização de atividades de pesquisa, estudo e divulgação do Folclore e da Cultura Popular. Desde 1997 focaliza suas ações em função da pesquisa e de apresentações musicais, objetivando o resgate musical da Cultura Popular, além de desenvolver os Projetos Paraibuna Nossa Gente, Ecos e nas asas da leitura.
As atividades de divulgação são organizadas como desdobramento da pesquisa indireta (fontes bibliográficas, vídeos, fotografias, etc) e da pesquisa direta (ou pesquisa de campo) adaptadas para o palco de modo que os eventos da Cultura Popular não sofram a perda de seus elementos caracterizadores.
Através deste trabalho o Grupo Amalé pretende estabelecer uma relação consistente de respeito ao Homem e à sua vida, colaborando para a integração dos vários segmentos da comunidade, pois enxerga na Cultura Popular uma forma do homem se comunicar com o outro, bem como com o mundo que o cerca.
