
A partir da convivência com a cultura popular e do trabalho pela preservação dos rios de Minas surgiu o espetáculo PARAY-UNA, revelando o contexto no qual cultura e água são sinônimos de vida e do próprio homem.
Juntamente com o espetáculo, a gravação do CD - projeto este aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, por intermédio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e patrocinado pela CEMIG - faz parte das comemorações dos 25 anos do Amalé - Grupo de Divulgação das Manifestações Folclóricas.
Dividido em três atos - Nascimento, Agonia e Renascimento das Águas - PARAY-UNA conta a história de Minas sob a ótica da Cultura Popular.
O Nascimento das Águas é uma metáfora para entender a cultura brasileira, simbolizada pelo diálogo entre várias heranças, entre elas, a índia, a branca e a negra. Cantamos o Nascimento como uma Folia de Santos Reis em louvor ao Deus Menino.
A Agonia das Águas faz alusão ao descaso com os valores culturais e com os rios que permitiram o desbravamento de Minas Gerais. Rios que hoje se calam em largos e rasos leitos de água lenta. Cantamos, através das águas, a solidariedade entre Minas e Amazonas. Cantamos a agonia com Incelências, velando este rio cansado de sofrer...
Mas, reafirmando o seu compromisso com a vida, o homem recria suas experiências culturais e resiste à opressão. As Folias de Reis e os Bois de Minas anunciam anualmente a sua volta, como prova de renovação das esperanças e da própria cultura. Eis o Renascimento das Águas pelo qual se tenta unir todas as vertentes de Minas, costurando-as com os rios Jequitinhonha, São Francisco, Mucuri, Doce, Paraibuna, do Peixe, Piranga, Pomba e Grande - irmãos de cor e sangue.
Trançando as fitas do congado sobre as águas, canta-se o homem da terra e da água doce, revelando um canto forte, solidário e sincero. Todos descendo, como canoeiros, rio-abaixo...
Participações
Especiais:
Sr. Antônio Macário
Pereira da Viola
Cacáudio
Concessa Gonçalves
Folia de Reis Estrela Guia do Oriente
Charola de São Sebastião Alto do Reino

